• Reinaldo Cirilo

Empreender é sofrer para crescer...

Atualizado: Mar 14

Há muitos anos eu venho lendo e estudando sobre empreendedorismo. Inclusive hoje atuo na área de emprego e empreendedorismo na Prefeitura de Santos, um departamento que ganha um peso enorme em tempos de pandemia e crise econômica como nunca vimos antes.


Além das minhas atividades como professor e ocupante de cargo público, eu sou um empreendedor. Desde o ano de 2013 eu possuo uma marca de roupa, com um e-commerce que tem bastante relevância na minha região e com entregas para o país todo.

Não é fácil ser empreendedor. Essa é a primeira lição. A segunda é que não existe qualquer glamour para quem está começando um projeto. Muitos autores insistem em ''goumertizar” tal atividade, vindo muito na histeria da cultura Startup. Em um país como o nosso, com tanta burocracia, poucos projetos de apoio “real” ao empreendedor e treinamentos (apesar de muitas iniciativas excelentes de parceria entre entidades como SEBRAE e prefeituras do estado de São Paulo) fica muito difícil empreender, mas as vezes é a única saída. Ser empreendedor hoje no Brasil é ser um herói, sem capa, sem fantasia e as vezes até mesmo sem sapato.

Para empreender tem que ter uma veia pulsante no corpo, uma insatisfação com produtos/serviços prestados por marcas que você utiliza e conhece, um desejo de criar algo melhor, mais próximo do seu público... é amar tanto um hobbie, uma atividade, que você quer expandir essa amor para muitas pessoas ao seu redor. Acredito que o grande segredo é amar tanto o que você produz, que se torna um caminho natural para ele ser rentável. Mas só o amor nem sempre é suficiente.


Aí que entra uma indicação que eu gostaria de fazer. Recentemente eu assisti uma série, bem curtinha sobre a vida da admirável Madam C.J. Walker, pioneira no ramo de cosméticos para negros nos EUA e a primeira negra milionária daquele país. A jornada não foi nada fácil. Ele é filha de escravos e foi a primeira de 06 irmãos que nasceu livre. Ficou órfa de pai e mãe aos 07 anos e trilhou um caminho bem espinhoso até chegar aos finalmente.


Em determinado momento de sua vida, ela sofre com calvície e percebe que muitas mulheres passam pelos mesmos problemas e tem o estalo (aquele tão necessário para o empreendedor) que precisa criar produtos que fortaleçam os cabelos e seleciona o nicho específico que ela se relaciona - o público negro e se preocupa com Design e Anúncios Publicitários. Aqui já temos algumas lições de Marketing bem definidas que ela sacou:


  • Pesquisou um problema

  • Apresentou a solução (ofertou produto que foi ao encontro da necessidade de um público)

  • Segmentou seu público

  • Trabalhou o posicionamento

  • Fez promoção


Existe também uma parte da trama bem interessante, que é a luta contra a concorrência (que nessa história chega as vias de fato), acusações de terem sido roubadas as ideias e muitas outras situações.

Vale muito a pena assistir. São lições super valiosas que aprendemos nessa história bem curtinha, mas incrível, de superação, luta, feeling e atenção aos detalhes de uma mulher guerreira e super talentosa. Nesta históra, percebemos que não existem fórmulas prontas, gurus e nem caminhos fáceis para quem quer empreender – é suor, lágrima e colocar a mão na massa.


A atuação da atriz Octavia Spencer é admirável e um dos pontos alto da série, assim como dos outros atores.

Eu indico.

#empreendedorismo #empreender

Fonte: https://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/madam-c-j-walker-a-surpreendente-historia-real-da-serie-da-netflix/

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